“Coisas” podem ser “sociais”? Esta tem sido uma das questões mais controversas em torno da internet das coisas (quando os objetos do mundo real estão conectados à internet). Diversas startups têm tentado fazer isso, inclusive StickyBits, TalesofThings e Itizen. Muitos especialistas tem uma posição cética em relação a esses esforços, mas um novo produto, chamado ThingLink, está tomando um rumo um pouco diferente.
O ThingLink é um hotspot interativo, onde podemos direcionar uma coisa (um objeto, uma pessoa, ou um local) para um link (uma loja, um blog, ou em qualquer lugar que você gosta) de dentro de uma imagem, ou seja, uma ferramenta que permite que adicionemos qualquer informação à imagem – gravações de voz, vídeos, música, informação geográfica etc, com a possibilidade de incluir a foto com todo o conteúdo multimídia em qualquer página web.
Por exemplo: podemos marcar uma cadeira dentro de uma fotografia, dar algumas informações sobre seu design, e vincular a cadeira à loja que a vendeu. Embora o conceito de marcação (tagging) dos objetos e pessoas em fotos não seja nova – Facebook, Flickr e outras redes vêm fazendo isso há algum tempo – a marcação do ThingLink é mais rica e oferece muito mais informações e possibilidades de vinculação.
Por que a marcação de fotos do ThingLink é melhor do que a do Facebook? Porque, além de etiquetar um objeto contido em uma imagem e associá-lo a uma rede social ou site, o TL pode integrar informações, vídeos e sons dentro dessa imagem. Assim, por exemplo, podemos assistir a um vídeo do YouTube ou ouvir música a partir SoundCloud passando o mouse sobre um elemento escolhido em uma imagem qualquer e clicando em um botão ‘play’.
ThingLink evoluiu consideravelmente desde fevereiro do ano passado, quando não ainda se encontrava em “estado” beta privado. Nesta época, Ulla-Maaria Engeström, uma executiva da empresa, explicou que a companhia estava concentrada em definir os relacionamentos que as pessoas tem com os objetos – quem os fez, de quem é o design, quem os fabricou, quem os vende, quem já comprou, quem está satisfeito. Ela comentou que o TL era o “gráfico social das coisas” e que “todas as coisas tem sua própria rede social”.
“Imagens e sons fazem uma combinação natural e poderosa. Tanto online como offline, eles criam inspiração e contexto para o consumo “, Engeström escreve sobre a integração SoundCloud. “Nós tomamos decisões sobre o que comprar, onde ir e o que ver, baseado em imagens. A música inspira estilistas para criar coleções e histórias visuais inspiram aqueles que fazem a música. “
A empresa começou em 2005 dando identidade aos objetos através de seus próprios códigos de produtos, conhecidos como “Unique Identifiers”.
Atualmente, o ThingLink se tornou público e não mais se concentra, exclusivamente, na “socialização” (leia-se identificação das coisas através de tags) dos objetos, apesar de esta função ainda fazer parte de suas metas. O principal benefício do TL parece ser o oferecimento de informação contextualizada de elementos contidos em imagens, o que ofereceria um benefício imediato aos verejistas e fornecedores. É uma perspectiva de negócio muito mais viável, na minha opinião, do que comportar redes sociais em torno dos objetos, que já encontra um mercado estabilizado (StickyBits, TalesofThings, Itizen). Desta forma, ThingLink estabeleceu como meta alcançar uma ampla gama de usos comerciais, o que me parece a opção mais inteligente.
A imagem abaixo é de um blog do Tumblr chamado lovegolf, é um ótimo exemplo. Mostra uma variedade de equipamentos deste esporte usados pela jogadora profissional Michelle Wie. Quando passamos o mouse sobre cada objeto, obtemos informações sobre estes objetos além da opção de links para maiores detalhes sobre os mesmos. Esta imagem em particular contém um vídeo de Wie e um link para sua conta no Twitter, que podemos passar a seguir a partir da foto.
ThingLink está visando atrair varejistas e fornecedores para marcar seus produtos em imagens e conduzir as pessoas a comprá-los. A empresa alega que sua ” média click-through rate (CTR) por campanha in-image varia de 1,5% para 5%.” TL também permite controlar a forma como as imagens marcadas são compartilhados na web. Também será útil para blogueiros ou publicações de mídia que utilizam imagens muito, tais como blogs de culinária.
ThingLink atualmente oferece plug-ins para as ferramentas dos maiores blogs e similares, incluindo o WordPress, Blogger, Tumblr e Drupal.
Se o leitor quiser fazer um test-drive do ThingLink, siga as instruções do vídeo abaixo.


Cara Claudia,
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